segunda-feira, maio 07, 2007

2ªFeira

A segunda parte do Chelsea, frente ao Arsenal, foi um espectáculo, a demonstração do que é uma equipa de carácter, mesmo esfrangalhada por lesões e outros contratempos. Que espírito!
Tal como a vontade indomável de Vanessa Fernandes, uma vez mais, mas agora em casa. Emocionei-me!
E mesmo sendo benfiquista, devo dizer que estou rendido ao génio de Anderson, do Porto. Não é só o craque que ele já é. É o fenómeno que vai ser daqui a uns anos. Que jogador, daqueles que devolve uma certa alegria ao campo, que tanta falta faz numa era de futebol mecânico e previsível. E é ele que, com o seu regresso, salva o campeonato para o Porto, estou convencido disso.
E ontem, um filme. Sean Penn e Nicole Kidman. Ela confirma: muito mais interessante sem produção de moda nenhuma, só ela...normal. Sem efeitos especiais, linda.
À noite, um momento de revelação: Olegário Benquerença - de acordeão, primo de Quim Barreiros, no Gato Fedorento - um tesourinho deprimente...superior.
Tudo num fim de semana em que um país europeu deu um exemplo de participação cívica, numa era de grande abstenção como regra. 85% de participação numas eleições presidenciais é empolgante! (Claro que à noite houve também treta entre a policia e alguns manifestantes, mas enfim...)

13 Comments:

At 9:30 da manhã, Blogger Just a blog said...

Grande Venessa e no final nas palavras que dirigiu ao publico mostrou humildade e agradecimento mesmo já sendo 1 "vedeta" ainda mantem aquele espirito simples, gostei e tambem me emocionei.
Quanto ao Srº Olgario só queria que disse-se quanto recebeu para ajudar o Braga que já vimos que querem o 4º lugar a qualquer custo, é pena!!!!

 
At 9:31 da manhã, Blogger OD said...

Olegario foi realmente o melhor do fim de semana, nem foi o Olegario foi a alegria dos "gatos" por se vingarem hehehehehe
como era o cantico? Abre os olhos Olegario(já me esqueci do resto) :S

 
At 10:43 da manhã, Blogger Confúcio Costa said...

Olegário pensará - tenho a certeza - mais de sete vezes antes de, a partir de agora, prejudicar o Benfica. E, no fim de tanto pensamento, voltará a fazê-lo. Porque, já se percebeu, o que ele quer mesmo é aparecer na televisão.

Abraço.

 
At 10:59 da manhã, Blogger Joaquim Varela said...

O Tesourinho deprimente dos GF foi uma coisa do outro mundo.

Futebol não acompanho, mas não me deixa de dar um gozo especial que o "Special One" tenha que fazer uma vénia a outrém, na próxima 4ª feira. E parece que até está orgulhoso dos seus jogadores (Rir).

Finalmente, agora já se pode começar a falar um pouco melhor do Cristiano Ronaldo, que finalmente lá começa a ganhar qualquer coisa que se veja, se bem que na 4ª feira passada, não se tenha visto em campo o tal fenómeno que a imprensa quer fazer passar. Os grandes jogadores têm de aparecer nos grandes momentos e nestas meias finais da CL, quem apareceu foi o Káká.

 
At 11:33 da manhã, Blogger OD said...

"Abre os olhos ó Olegário quando a bola passa a linha é golo no meu dicionário"
Já sei :D

 
At 11:44 da manhã, Blogger wednesday said...

Eu acho que o melhor do fim de semana foi o dia da Mãe, bem temperado com 2h colada ao ecrã a ver a Vanessa (na impossibilidade de ver no local). Portugal em grande, mais uam vez no desporto, desta vez com vitória tripla: organização, a vitória em si, desta vez no feminino!

 
At 12:14 da tarde, Blogger CAP CRÉUS said...

Começando pelo fim, acho que o Olegário esteve muito bem e a música dos GF fica no ouvido...
Belas eleições em França, apesar do meu receio sobre o que irá na cabeça deste Senhor...espero que Ségolene se candidate às legislativas.
Ontem chorei, chorei porque me emocionei com a Vanessa!
Quanto ao Chelsea, espero que não se vá abaixo, que ganhe depois de amanhã e que vença a FA Cup no dia 19!

 
At 2:41 da tarde, Blogger Paula Alexandra said...

A Vanessa, brilhante.... a emissão do gato fedorento igualmente brilhante. mais que isso só a alegria dos meus pequenos - Tomás e Salvador ( 4 e 2 anos, respectivamente), depois de uma sessão de cinema das Tartarugas Ninjas.
Este fim de semana foi bom!

 
At 2:42 da tarde, Blogger Paula Alexandra said...

Aíiiiiiiiiiiiiiii.... esqueci-me do dia da mãe, com 2 prendas lindas!!!

 
At 8:03 da tarde, Blogger João Paulo Cardoso said...

Pedro, venho aqui só para dizer, "Eu bem te disse", em relação à vitória do Manchester United.

Há muitos meses atrás, quando fazias contas e "dava Chelsea", eu escrevi um comentário apostando tudo no Manchester, mais para mais com o Ronaldo em forma galáctica.

Quanto à Vanessa, já estamos (bem) habituados.

Quanto à Ségolène: Há-de chegar o tempo dela, espero.

Um abraço.

 
At 9:19 da tarde, Blogger nuno eÔ eÔ said...

A Vanessa corre atrás de poder ser a nova Rosa Mota.
O Anderson procura ser uma estrela a nível mundial. E merece-o.
O Chelsea perdeu o campeoanto, e bem.
Sarkozy venceu as presidenciais justamente.
Olegário canta melhor do que apita.
Nicole Kidman, normal ou não é bonita.
Um belo fim-de-semana! Melhorado ainda pela promessa de bom tempo que se segue.

 
At 10:47 da tarde, Blogger Ana said...

Os GF tiveram no seu melhor sim senhora, assim como a Vanessa. Grande!!! Beijinhos

 
At 4:30 da tarde, Blogger Cartoon's & Illustration's / P.Leitão said...

Vou deixar aqui um comentário que não se enquadra bem neste teu post, mas como sei que és um grande benfiquista, não custa nada pedir-te que aceites este texto , como forma de iniciar-mos um apelo para que o "Maestro" fique mais um ano no Glorioso...seria bonito que houvesse uma divulgação de um pedido que não sei se ainda virá a tempo...
Um sincero obrigado e continuação de um bom trabalho.

A primeira vez que vi o Rui Costa jogar foi em Lisboa, decorria o ano de 1991 e jogava-se o Campeonato do Mundo de Sub-21, o adversário era a Austrália e disputava-se um lugar na final. De repente…um “goláço”! Um pontapé daqueles que nos faz ficar em suspenso durante uma eternidade até a “redondinha” entrar nas redes…que golo! Quem seria este jogador, que tinha acabado de marcar um dos golos mais bonitos que tinha visto na minha vida? Lembro-me que usava nas costas o número 5, o número mais bonito do futebol, o número do meu ídolo na altura, o grande Mozer, o nosso central mais valioso de sempre, o número que sempre usei enquanto joguei futebol…Naquele momento senti aquele arrepio na espinha que me leva às lágrimas…Caramba, que grande golo! Lembro-me de o ver correr com a felicidade estampada no rosto, eufórico, radiante…o público de pé estava ao rubro ,ainda não sabia que estava na presença de um dos melhores jogadores de sempre do futebol português.
Naquela tarde de Junho éramos mais de 100 mil, eufóricos, nervosos, estavam ali concentrados num só Estádio, a geração mais brilhante de sempre deste País, éramos tantos…o jogo foi decorrendo e nenhuma das equipas tinha marcado qualquer golo, fomos para os penalty’s, parecia que por momentos o tempo tinha parado…a multidão estava confiante, desta vez não podíamos falhar, nem queríamos falhar, não podíamos, estávamos proibidos por uma força divina… pensar que não seríamos campeões do Mundo estava completamente fora de hipótese. Os remates da marca de grande penalidade foram sendo marcados, um a um, nada…o tempo estava parado, o Estádio da Luz pela primeira vez desde o Sol da tarde estava calado…em silêncio…
Lembro-me de ver o Rui a caminhar para a grande área, de pegar na bola com aquele jeito tão especial, lembro-me de o ver recuar 3 ou 4 passos para trás…o tempo estava parado, nem uma brisa se sentia…lembro-me de o ver a olhar para o guarda redes…de o ver arrancar…em camera lenta…a rematar…na minha cabeça pensei, já está!... A bola entrou no ângulo superior esquerdo da baliza, sem chances, sem a mínima hipótese de defesa, o penalty mais bem marcado que vi em toda a minha vida…lembro-me de o ver a correr que nem um louco em direcção à bandeira nacional , saltar para a vedação e se agarrar ás pessoas, lembro-me de me abraçar toda a gente que ali estava, lembro-me de chorar de alegria e de assistir a uma explosão de glória e de dever cumprido…lembro-me de o ver agarrado ao Figo, ao João Pinto…lembro-me de pensar, é aquele…! O tal do número 5, o tal do Benfica, o grande Rui Costa, foi um dos dias mais especiais da minha vida, jamais me esquecerei das emoções daquele jogo, daquela festa, dos meus companheiros, jamais me esquecerei daquele jogador…
Nas épocas seguintes o Rui entrou pela “mão” de Erickson na equipa principal do Benfica, ainda era um menino, mas cada vez que entrava em jogo, os adeptos sentiam a magia e o talento nos pés…um dia Jorge Valdano disse: «Na zona da definição existem tantos defesas rivais que os espaços aparecem e desaparecem em fracções de segundo. Há quem os vê e quem os não vê. Quando um jogador os vê, decide o passe, executa-o e acerta quase simultâneamente (e nisso se gasta uma fracção de segundo) . estamos perante o mago que saca pássaros da cartola. São os pássaros que tem na cabeça.» Como Rui Costa. Não me enganei, nem eu nem os adeptos do Futebol, esse jogo tão especial. Com o decorrer dos anos Rui Costa foi crescendo e começou a desenhar uma carreira cheia de pássaros na cartola, cheia de magia , cheia de glória…
No ano de 1996, disputava-se o Campeonato da Europa, a Selecção tinha mais uma prova de fogo, Rui e os seus colegas jogavam o futebol mais bonito do Mundo, estavam todos eles a “explodir” aos poucos, a tornarem-se grandes jogadores, o futebol do Rui era espantoso, naquele Torneio, o Mundo rendeu-se ao talento de uma equipa, Portugal ! Rui foi eleito o melhor médio do torneio tendo feito parte do onze ideal da prova, estava definitivamente provado, se é que ainda existissem dúvidas, que estávamos perante o melhor “reggista” de todos os tempos, o verdadeiro número 10. O “Maestro” tinha nascido ali e iria estar ali, nos relvados durante muitos anos a espalhar o seu perfume, a sua classe, o seu jogo…meu Deus tantos pássaros vi eu a serem tirados da cartola…como aquele que voou 40 metros, numa noite de chuva, para nos dar o apuramento para o Euro 2000, perante uma Irlanda destroçada…como um outro que foi ao encontro da cabeça de João Pinto e que “arrumou” a armada inglesa, como tantos que fomos vendo voar dos pés do “Maestro”. Mas nenhum se compara ao que vi a voar em 2004, em Lisboa, no mesmo Estádio da Luz que assistira àquele penalty, marcado de forma decisiva por aquele miúdo franzino, o tal do número 5, treze anos antes, uma águia real que sobrevoou todo o campo até se transformar numa bola de fogo, que entrou a 200 km à hora na mesma baliza onde o penalty mais bem marcado do Mundo tinha sucedido. O melhor golo que vi em toda a minha vida, o golo que me levou à alegria suprema de um jogo de Futebol, o golo de honra de um grande jogador, de um grande homem de um grande desportista. Aquele golo contra os ingleses, numa altura em que Deco, era a sombra do “10”, foi para mim e para muitos a prova de que ainda era o Rui que comandava, ainda era ele o guerreiro que surgia na linha da frente quando tudo parecia acabado, um verdadeiro comandante…Lembro-me de o ver a correr que nem uma criança, agarrado pelo “puto” Ronaldo, abraçado ao Figo, exactamente no mesmo sítio onde já tínhamos sido felizes, que momento…Lembro-me de o ver no chão e pensar, em lágrimas; -Saiam de cima dele, ainda o magoam ! Esse sim, o meu maior receio, o receio do fim…esse fim que nos leva à morte da paixão, o fim do génio, o fim dos voos daqueles pássaros mágicos tirados da cartola, nem quero pensar nesse fim, nem eu, nem os benfiquistas…
Escrevo estas palavras no fim de uma época em que o Rui voltou à sua casa, ao seu clube, uma época em que assisti ao sonho de um homem que queria fazer feliz os mesmos que assistiram ao seu penalty naquela tarde de Verão, o homem que queria ver de novo os seus pássaros a voar, vi muitas vezes esta época o Rui desesperado, por não conseguir resolver as piores situações, vi o Rui a dar tudo em campo, a liderar aqueles jogadores que o respeitam tanto, vi a desilusão no seu rosto…No entanto também vi a alegria de novo no seu rosto quando foi recebido por mais de 5.000 adeptos em delírio, a sua explosão quando nos deu o acesso à Liga dos Campeões, ao seu regresso contra o Porto, para fazer uma segunda parte de sonho e destroçar uma das grandes equipas deste País, vi novamente a sua classe, a sua elegância, a sua intelegência e seu amor pelo seu clube, por tudo isto, acho que vale a pena pensar que afinal esse receio do fim ainda não chegou, que ainda estamos longe, bem longe de perder o meu ídolo, o nosso ídolo, de deixar de o ver jogar pelo nosso clube, por esse clube tão mágico e tão especial, o Benfica.
Sei que o Rui quer mais, sei que não quer acabar assim, tenho a certeza que fará na próxima época a sua melhor época, sei que será uma noite mágica, essa noite que ele espera daqui a um ano que aconteça, que vai acontecer, sei que estarei lá no mesmo sitio onde o vi chorar quando marcou a Preud’Homme, no mesmo sítio onde vi o golo contra os Irlandeses, no mesmo sítio onde vi a “bomba” que nos deu a vitória nos Quartos de final do Euro 04, estarei lá para ver o voar do seu último pássaro, para ver de novo a alegria, daquele menino de número 10 nas costas, a explodir no seu rosto, de o ver a correr de braços abertos para o “seu” público, para o “seu” povo, a “sua” gente. Sei isso e muito mais…
Sei que serás sempre o melhor jogador que vi jogar futebol! Sei que vou sempre vê-lo a correr naquele relvado ,a levar a bola com a elegância de um Mestre, das “bombas” de oxigénio que respira cada vez que faz um compasso de espera, de cada vez que faz um passe milimétrico, de cada vez que olha para o céu…Sei que o vou ver sempre com as quinas no peito, sei que o vou ver sempre com aquele “manto”vermelho, sei que vou ver sempre aquele pássaro mágico a pairar por cima das nossas cabeças e a descer ao relvado…Sei disso e tu Rui também o sabes, até mesmo quando o pior dos meus receios chegar! Sinto…ainda o mesmo arrepio…
Gostava que estas palavras dessem o resultado pretendido, que era, sem dúvida, que o Rui Costa estivesse conosco por mais uma época ou mais, talvez…Só o “10” é que sabe, só ele é que sente, quantos pássaros ainda tem para fazer voar, mas na certeza de que todos nós, os benfiquistas e porque não, todos os amantes da arte de bem jogar “o jogo do povo”, divulgassem este pedido de forma a “voar” até à próxima baliza…

Pedro Leitão, Maio 2007 (34 anos )
Sócio 7482

11 de Maio de 2007 15:21

 

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