quinta-feira, janeiro 18, 2007

Pai é quem cria. E quem queria.

Um casal recebe de uma mãe uma criança com três meses de idade, que ela não pode, não quer, não consegue criar. E uma carta desta, autorizando a adopçâo e dizendo que o pai é incognito (mais tarde um tribunal manda fazer uma prova sanguinea e afinal existe um pai biológico sim, mas que só muito mais tarde é que ele vai dizer: hei, eu sou o pai, quero a minha filha cá em casa!).
A criança cresce com mãe e pai “adoptivos” a partir desses três meses de vida, ou seja, nunca conheceu outros. Aquela é a sua familia que a trata bem, com amor, respeito e dignidade.
Agora o tribunal, cínico e sádico na sua superioridade de cátedra, decide não não! O sangue é que vale. A míuda de 4 anos deve ser tirada à única família que sempre conheceu e entregue a um desconhecido que primeiro se recusou a aceitar a ideia de que era o pai e agora afinal já quer experimentar.
O tribunal diz que o pai adoptivo sequestrou a criança.
É grotesco.
O desprezo pelo trauma que esta decisão vai provocar á criança, o choque tremendo de destruir uma família em nome de uma outra que nunca existiu e que não se inventa por decreto, e a total insensibilidade desta justiça que não é feita por homens mas por automatos viciados em normas e leis hipócritas é um aviso para quem tem ilusões: a Justiça não existe nos tribunais como este, em Torres Novas. Esta justiça é cega sim. E sádica. Sem um pingo de decência.

58 Comments:

At 7:37 da manhã, Blogger Joao said...

Completamente de acordo!

 
At 8:49 da manhã, Blogger Porco said...

Assino por baixo.
Não é a 1ª nem a 2ª vez (e certamente não será ultima) que a justiça portuguesa mostra uma insensibilidade gritante para com este tipo de casos.

 
At 9:08 da manhã, Anonymous Anónimo said...

este pai (adoptivo) não poderia estar a dar maior prova do amor que sente pela sua filha!

 
At 9:11 da manhã, Blogger blimunda sete luas said...

Mas em relação a estas coisas, os apologistas do direito à vida já não põem a mão no coração, e a Nossa Senhora já não aparece a chorar...

 
At 9:44 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Pois é, há pessoas que não merecem fazer filhos mas esses tem o puder de os fazer, arrepender-se e voltar atraz. Não consigo imaginar o pensamento destes pais que acolheram uma bebé, a amam, educam, só porque alguem a lhes entregou.... Muito menos imagino o sentimento desta menina se tiver que abandonar os pais(unicos) que conhece e ama....

 
At 9:46 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Olha que um homem sujeitar-se a ir preso só para manter uma filha que apesar de "não ser" sua é mais dele que do pai biológico.

E coitada da criança. Ela é que sofre se tiver que ser entregue a estranhos só porque são do mesmo sangue dela e que nem se sabe como a irão tratar.

 
At 9:50 da manhã, Blogger Andreia said...

É revoltante. É de bradar aos céus. É de arrepiar. É desumano. É inacreditável. É uma vergonha. São verdadeiros crimes de mãos dadas com uma suposta justiça que na realidade não existe. Pode esse "pai" biológico ser uma excelente pessoa, mas agora? 4 anos depois arrancam uma criança à família que sempre conheceu e que sempre a amou? Como é que é possível que se permita que este tipo de situações aconteça? E quantas crianças não são "devolvidas" como se de um objecto se tratassem, a famílias biológicas que acabam por as maltratar ou ainda pior?? O mais importante disseste no título. Pai é quem cria. Nem mais. A biologia está muitas vezes cheia de aberrações. E o pior, é que nós nos chocamos, nos revoltamos, nos angustiamos com estas situações e elas continuam a acontecer. E infelizmente o mais provável, é que essa família seja mesmo desfeita, desmembrada desta forma cruel e essa menina venha a sofrer o resto da sua vida com este trauma. E agora pergunto, esse pai biológico, não percebe o profundo sofrimento que lhe irá causar? Não consegue olhar além do seu umbigo e perceber que tem de fazer o que é melhor para ela? Ainda que isso o magoe? Animais racionais. Pois tá bem...

 
At 9:50 da manhã, Blogger Tyler Durden said...

alem de juizes deviam tb ser psicologos....alem de humanos e quiçá...pais.mas é o que dá ser a LEI ou estar acima dela...MONSTROS

 
At 9:52 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Esta situação faz-me lembrar a célebre Justiça de Salomão.. Se o pai biológico amasse realmente a filha queria era que ela fosse feliz mesmo longe dele! É uma tremenda injustiça e espero que o Habeas Corpus seja uma mais valia nesta situação.

 
At 9:53 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Esta situação faz-me lembrar a célebre Justiça de Salomão.. Se o pai biológico amasse realmente a filha queria era que ela fosse feliz mesmo longe dele! É uma tremenda injustiça e espero que o Habeas Corpus seja uma mais valia nesta situação.

 
At 10:06 da manhã, Blogger BiChOs Do MaTo said...

Olá Pedro queria pedir-te se colocavas aqui no teu blog, ou se poderias falar na radio, para as pessoas visitarem esta página na net.

http://ajudarnaocustanada.com.sapo.pt/

Agradecia-te muito, é de alguém que neste momento precisa de muita ajuda e não tem onde recorrer.
Obrigado e continua com esses programas fenomenais, para mim continua a ser fim de semana e já vamos na quinta.
beijocas lara

 
At 10:09 da manhã, Blogger Pedro said...

Não há muito mais a dizer.

É uma vergonha...estes juizes são uma vergonha.

 
At 10:37 da manhã, Blogger Ana Sousa said...

Uma tristeza...
E se ela for entregue a esse "pai" biológico e daqui a uns tempitos aparecer morta como tantas outras... ou pior ainda... sim que a morte nestes casos (tendo em conta o q estas crianças sofrem) há-de ser o menor dos males...

 
At 10:45 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Patético, simplesmente patético...a lei portuguesa (e não só) demora em adaptar-se ao mundo real, e a quebrar com frequência a que devia ser a 1ª lei de todas...a do bom senso. O que estão a fazer a este homem e, acima de tudo, à sua FILHA, é imoral e indecente.

 
At 11:33 da manhã, Blogger Hermione said...

Sendo a justiça por natureza cega parece-me que neste caso como noutros não existe enquadramento com a realidade limitando-se a aplicar a lei??!!!
Infelizmente em Portugal os juizes têm demonstrado uma falta de sensibilidade e uma mobilização cada vez mais corporativista,tendo como resultado que para o cidadão mais leigo em Direito o caminho percorrido é para a injustiça e da justiça já nada a esperar.
Obviamente sendo este caso muito complicado este processo de sequestro não faz sentindo ser analisado isoladamente como foi porque agora fica uma familia desfeita e mais importante uma criança que só quer ser amada vai ficar com sequelas...desta historia

 
At 11:40 da manhã, Blogger Marçal said...

sou aluno de Direito, e faz me impressão como a lei pode ser crua e insensível...esta sentença é inaceitável.

 
At 11:47 da manhã, Blogger Mac said...

Bom dia!estou de acordo com tudo o que aqui foi escrito mas será que a culpa é dos tribunais ou daquela figura cinzenta e tenebrosa que dá pelo nome de "Legislador"?Tenho cá para mim a ideia que o problema deste e doutros casos surge aquando da elaboração da lei.Esse "Legislador", que vive completamente desfasado do mundo real e se alimenta de teorias académicas,tem grande parte da responsabilidade.Ao Tribunal e aos magistrados resta-lhes seguir a "ementa" criada pelo monstro apesar de esta decisão judicial ser desprovidada de qq bom senso!

 
At 11:51 da manhã, Blogger mãe gabi said...

Justiça Injusta!
Pais são aqueles que criam!
Que a justiça seja refeita e que esta menina continue com os seus verdadeiros pais!

 
At 12:02 da tarde, Anonymous Anónimo said...

revolta tanto, não revolta? parece que é tudo decidido sem pensar no que a criança pensa ou sente... será que ninguém pensa o que poderá vir a acontecer e a reflectir-se a longo prazo no seu comportamento e formação como indivíduo? parece que não...

 
At 12:28 da tarde, Blogger Šonђo Ažu£ said...

Eu já mostrei várias vezes o meu desagrado pela nossa justiça. Quando se trata de crianças então e principalmente da sua vida, acho que é, tal e qual dizes, deplorável.
O meu irmão tem dois filhos que a ex-mulher insiste em não partilhar com ele, e o processo corre há 3 anos nos tribunais, eles crescem e quem perde é quem não os pode ter perto.
Ela está em incumprimento, praticamente diariamente e não há ninguém que faça nada. É demente.
E neste caso, só porque o tipo um dia se lembrou que era pai, teve direito a sê-lo.

Revolta-me imenso. Depois admiram-se que surjam vinganças a sangue frio por aí...

 
At 12:30 da tarde, Blogger MS said...

Sem dúvida que no meio de tudo isto quem sofre será sempre a criança. Quando ouvi a história, logo fiquei um pouco angustiada, porque vão tirar aquela criança a única familia que alguma vez conheceu. No entanto, pelo que ouvi hoje, o pai biologico da menina, reclama a paternidade e o direito de estar com ela, desde que soube que era o pai. Segundo o advogado do mesmo, este pedido de que lhe fosse entregue a filha, aconteceu tinha ainda ela poucos meses. Sabe-se que neste país é assim, seja lá o que for que tenha acontecido, as coisas voltaram a não funcionar.


Ouvi isto hj de manha..num programa matinal. O próprio advogado explicou, agora com é ou não, já não sei. Mas tenho a certeza de uma coisa, a menina vai sofrer, muitooo.


beijinho*

 
At 12:41 da tarde, Blogger Ghost said...

Blimundia... No meu ponto de vista esta situação é o maior argumento possível contra a despenalização do aborto. Porque enquanto houver pessoas dispostas a fazer isto por uma criança que não saiu do seu próprio sangue, é de uma hipócrisia enorme partir do principio que mais vale matá-la que dar uma opurtunidade a estas pessoas para salvar uma vida.

 
At 12:44 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Eu estou do lado da família que acolheu a criança, agora o pai biológico por mim não tem qualquer direito sobre ela, passaram 5 anos a miúda sempre foi bem tratada pelo casal, é óbvio que se criam laços muito fortes daí eles terem desaparecido com a criança, têm o meu apoio.

 
At 12:59 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Subscrevo!!

 
At 1:13 da tarde, Blogger PENDULO said...

em que país estamos
se existe algum pingo de saniedade mental pensem primeiro na estabilidade emocional daquele ser humano que com apenas 4 anos de idade já se vê abraços com a intransigência da lei.
"PARIR É DOR CRIAR É AMOR"...
não é o sangue que dita o maor mas as ações do dia a dia.

pedro estou totalmente de cordo como que escreves.

sem mais

 
At 2:07 da tarde, Blogger bitter_sweet said...

Nesta questão como na despenalização cada um opina pela sua consciência, pelo que faria.
A juiza faz cumprir a lei do poder paternal sanguineo - não importa quem seja, em que condições sociais e psicológicas a criança fique - é lei, cumpre-se. E quem não é a favor e impede o seu cumprimento é culpado.
A criança é inadoptável. O pai biológico foi impedido de chegar perto. O precesso arrasta-se há anos...
E com tudo isso se me tivessem dado ou vendido uma criança que eu criasse e cuidasse não deixaria que tribunal nenhum ma tirasse e faria o mesmo que fizeram os pais.


Certo é que neste momento a pobre menina tem um lar destruido. A idade escolar e todo o processo de matrículas está para breve. Nem um nome certo ela tem...

Encontro alguma semelhanças com o "Running on Empty" e de igual forma espero que consigam uma vida tranquila algures.

 
At 2:26 da tarde, Blogger Baíca said...

Concordo plenamente contigo, Pedro!

 
At 2:34 da tarde, Anonymous Anónimo said...

afinal a minha idignação com esta situação não está só!

 
At 3:13 da tarde, Blogger Nuno said...

Benvindos a PORTUGAL!

E se querem continuar a orgulharem-se deste "grande" País é tão facil, o que não falta são temas... como a campanha do aborto com argumentos realmente inteligentes, os conteúdos das nossas televisões, a qualidade do ensino e das escolas... enfim não é preciso pensar muito somos realmente um País interessante!

Esta decisão vem na mesma linha de uma outra com poucas semanas em que a mãe MATOU a filha á fome á cerca de 15/20 anos e fugiu para a Suiça a seguir, mas ficou com pena suspensa pq tem duas grandes atenuantes, voltou agora para ser julgada e neste tempo não teve cadastro... não é preciso comentar acho...

Cumprimentos

 
At 4:39 da tarde, Blogger Xavi said...

Tenho nojo da justiça portuguesa...

 
At 5:00 da tarde, Blogger Rita said...

Por acaso acho que isto não pode ser assim tão linear. É claro que me choca que o homem tenha sido preso, mas há coisas que aconteceram a montante que me deixam dúvidas. Por que razão é que os pais adoptivos se recusaram a dar a conhecer a criança ao pai biológico logo aos 20 meses, quando ele a procurou pela primeira vez?

Por que razão é que a segurança social não actuou de imediato, visto que um papel assinado por uma mulher a entregar a custódia da sua filha a outrem de nada vale?

E se o tribunal não pensa na criança ao fazer isto, e se é verdade que agora a menina não deve ser tirada da família adoptiva, também é verdade que o pai biológico não deve ser completamente afastado da criança. Mas este também diz que se ficar com a menina nunca mais deixa que os outros a vejam.

isto é o olho por olho dente por dente, lutas e vinganças, quando no meio está uma criança que ninguém defende.

bem, o resto disse lá na chafarica.

 
At 5:30 da tarde, Blogger João Paulo Cardoso said...

Onde é que estava esse "pai" quando a menina sorriu pela primeira vez? Ou quando pela primeira vez gatinhou? Ou quando ela deu os primeiros passos, onde é que ele estava?
Ele viveu os momentos de afectos e dores de cabeça?

Ah,mas não... os legisladores preferem ver tudo isto do ponto de vista do macho que copulou a fêmea e, numa ironia própria do destino, fez-lhe uma filha.

E por isso, como os cães que marcam o território com a própria urina, esse macho tem direito à sua cria, com a breca!
CÃES!!

Mais desabafos, melancolia e anedotas em
http://oeldorado.blogspot.com/

 
At 5:49 da tarde, Blogger Rui Maia said...

Estes juizes, que tomam estas decisões nao teem capacidade para estarem nos cargos em que estao, pois para o serem teem de ser humanos coisa que nao sao, pois caso contrario nunca tomariam estas decisões...
só de pensar entristece-me...

 
At 6:09 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Não ponho em causa a validade de tudo o que foi dito aqui. Não consigo sequer dizer de qual dos lados acho que está a razão mas convém olhar-se para todos os factos e não só para o que nos apela directamente ao coração.
Na entrevista que vi sobre o assunto o pai reconhece que soube da gravidez que originou o filho e que não assumiu sem provas de que seria mesmo ele o pai, mas assim que a prova de ADN foi terminada ele prontamente quis perfilhar a menor. Se não sendo esta a atitude de um pai exemplar é a atitude de um pai, de sangue, e neste aspecto acho que não é correcto o facto de terem sonegado o direito de ver a filha sequer a este pai, o que originou a acção em tribunal que teve agora este desfecho.

A vida dá muitas voltas e se realmente esta pode não ser a decisão mais justa ou moralmente aceitável para nós também não nos devemos esquecer que existe um pai do outro lado, e se não o conhecemos não podemos pôr as suas atitudes em causa ou fazer juizos de valor que podem, eventualmente, estar errados. Para já não referir que "Dura Lex, Sed Lex", e se neste caso talvez possa deixar a desejar quanto ao resultado, noutros aplicar-se-ia com toda a justiça.

Talvez este não seja o fim correcto desta história, talvez se de inicio não tivessem negado as visitas do pai biológio isto não terminaria assim, talvez na verdade a razão esteja no meio deste complito, talvez um pai que queira mesmo bem à filha preferisse que ela continuasse com a familia que tem neste momento, talvez uns pais que amam a filha não lhe negassem o direito de conhecer o pai biológico... Seja como for, julgar é algo complicado e de responsabilidade e não se pode fazer apenas com o impulso momentâneo do coração.

 
At 6:35 da tarde, Blogger T-Rex said...

Todo este enredo e todos os acontecimentos são maus especialmente (e quase só) para a criança...
Quase só para a criança, porque quem adoptou conhece a lei e sabe que mais tarde ou mais cedo isto podia acontecer.
Quem gerou tem direitos...
É injusto, eu sei, e nem sei o que faria em situação idêntica mas... justiça?!?! Em Portugal? Julgo que se extinguiu na ponta da espada de D. Afonso Henriques.

PS:Boa sorte ao "pai" que tem sido realmente o pai da criança.

Vedeta ou Marreta ?

 
At 7:04 da tarde, Blogger Patinho Feio said...

Já muitos disseram o que pensava: que é inqualificável, absurdo, vergonhoso, etc, etc. Para além de tudo isto, surgem-me algumas (outras) questões:

- será que conseguirão dormir bem, com a consciência perfeitamente tranquila, não só os juízes como os advogados do pai biológico? Sim, eu sei que o dinheiro move montanhas, mas mesmo assim...

- algo me diz que quem decidiu desta forma tem um caso mal resolvido com os seus próprios pais, e espelhou neste caso, nesta família, os seus ódios e recalcamentos pessoais. É que só assim se compreende esta decisão tão desumana!

Que este não seja mais um dos muitos casos em que o que 'nasce torto, tarde ou nunca se endireita'. Foi a pior decisão possível, e tanto a criança como os pais ficarão para sempre marcados por tudo isto.

Mas que haja alguém que traga o bom senso a tudo isto, que mande a juíza (desculpem-me a linguagem) "pastar para as Ilhas Selvagens" e que devolva a criança à família que sempre a criou e amou! E que abra os olhos, de uma vez por todos, a quem é alguém na Justiça em Portugal, que devolva a dignidade a este sector e que nos faça a todos acreditar que a Justiça... afinal é justa! Porque têm sido tantos os casos em que fica mostreado exactamente o contrário que já nem sei...

 
At 7:24 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Sádico ou não, infelizmente é o Portugal que temos...

 
At 8:17 da tarde, Anonymous Anónimo said...

está tudo dito, mesmo.
concordo, em absoluto!

(mais uma prova de que estamos a anos-luz do ideal...)

 
At 8:23 da tarde, Blogger BlueAngel said...

Está tudo dito. Assino por baixo, concordo com cada palavra!!!!

 
At 9:01 da tarde, Blogger Dysfunction said...

gifinha, sabes que existem muitos casos destes em que o pai adoptivo usa a filha para fins horrendos como violação ou para a prostituir e afins... se ele gostava tanto dela assim, porque não a acompanhou de início?

 
At 9:02 da tarde, Blogger Dysfunction said...

gifinha, esquece... percebi mal... pensei que estávamos a falar do Pai biológico...

my bad!

 
At 9:12 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Assino por baixo em tudo!!!
Esses "humanos" que não sabem o que é ser "pai" ou "mãe", que um dia sejam tão dolorosamente castigados como estão a castigar esta menina!!
:(

Inqualificável.....

 
At 9:21 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Concordo contigo mas infelizmente é a lei que temos, e que tambem lá fora é assim os Pais biologicos quase sempre ganham, para mim e cruel e injusta como tambem o caso de ser dado em 98% dos casos a paternidade há Mãe em deterimento do Pai quando infelizmente temos sabido de casos nos ultimos tempos em que se tivessem dado antes ao Pai se calhar ainda hoje estariam vivas e felizes, eu sei que Mãe e sempre Mãe e quanto mais não seja saiu de dentro delas mas existem pessoas que não foram feitas ou não tem cabeça para o ser.
As leis e sentenças são como este mundo cruel e injusto na maioria das vezes.

 
At 10:18 da tarde, Anonymous Anónimo said...

É revoltante a decisão estar na mão de pessoas, muitas vezes, sem um pingo de sentimento ou que nem sequer conseguem imaginar o mal que poderão, acima de tudo, fazer à criança.
O que este pai deverá estar a sentir!...
Bjs.

 
At 11:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Nem mais...obviamente que o ideal nesta situação seria a sã convivênvia, sendo que a guarda da criança deveria ficar a cargo dos "pais adoptivos", pelas inumeras razões que por aqui foram já enunciadas...e porque quando a mãe da criança informou o progenitor este se negou a aceitar tal facto, o que a meu ver consistiu no escusar a assumir tal responsabilidade e a participar na decisão, transferindo essa decisão em pleno para a mãe.

Estando na ordem do dia a despenalização do aborto, este caso colocou-me outras questões...de facto se a mãe tivesse optado por resolver a gravidez por esta via, seria também o progenitor criminalmente responsabilizado? de facto, no que respeita à penalização do aborto só as mulheres são apontadas...e os progenitores...os homens...onde ficam? de facto os contornos são muitos, e a consciência de cada um deve regular as decisões tomadas...no entanto não deixa de ser injusto que so parte das partes possa ser criminalmente apontada...

Obrigado, Pedro por teres trazido este assunto, que de alguns dias para cá tem sido um tema de conversa constante entre amigos e colegas.

 
At 11:48 da tarde, Blogger Minerva McGonagall said...

É mesmo muito revoltante. Mas cheira-me que vai haver uma reviravolta. Tem de ser!

 
At 12:08 da manhã, Blogger McLUIS said...

Estes é que são
"OS GRANDES PORTUGUESES"

Os bons e os maus...


Um abraço

 
At 3:51 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Ando tão irritada com este assunto que só me apetece chorar.

- Onde é que estava aquele cab..., quendo a mãe ficou gravida?
- Onde é que estava aquele filho da p... quendo a bebé nasceu?
- Por onde é que aquele urubu andou durante o primeiros três meses de vida da menina?
- Porque é que este filho duma égua mal parida só fez o teste quando obrigado pela GNR?
- Porque raio é que nhenhum sacana de um juiz responde a estas perguntas?

A justiça em Portugal é cega uma me... é mas é tudo uma cambada de mafiosos.

Lembram-se da seria de telivisão "O Polvo"?

Tenho a certeza de que oferecerem ao "pai" biológico uma quantia razoavel ele não olha para trás e rapidamente esquecerá da menina que ele tanto "ama" e se experimentarem dar também alguma quantia aos advogadozinhos que o estão a aconcelhar nesta via só para ver se conseguem comer metade da tal indemnização vão ver que o assunto se resolve num estante.
Obrigado por me deixarem desabafar

Se por acaso alguem próximo daqueles pais de amor ler este comentário façam saber que tem todo o meu apoio.

 
At 8:16 da tarde, Blogger hfbn said...

(Correndo o risco de ser repetitivo)--Completamente de acordo!!!

 
At 10:39 da manhã, Blogger Rosario Marques said...

Acha mesmo que é amor, andar com uma criança fugida, escondida, privada da sua familia dos seus amigos, do infantario, da assistencia medica.... é amor?

à criança ou a quem a quer?

Em contrapartida, um pai que anda em tribunal, persistentemente, perseverantemente, a gastar rios de dinheiro, não tem sequer o beneficio da duvida de que ame a sua filha???

"
Revolta-me.

Não entendo o que se passa e isso faz-me confusão.

Como é possivel que os media se tenham unido todos a favor da causa, sem qualquer opinião contra? e para mais, ainda com a colaboraçao da mulher do Mário Soares!

Não entendo!
Quem quer adoptar uma criança, espera anos e anos, e este, só pk foi a mãe a entregar lhe a criança, tem logo direitos?

Então, que sejam as mães, todas as mães, a entregar as crianças, não é?

Olhem só o que se poupava em tempo para a adopçao e nos serviços q tratam do assunto!

Alias, então porque se leva tanto tempo a investigar as pessoas q querem adoptar?

Afinal, a mae que entregou a filha, fez essa investigaçao num abrir e fechar de olhos apesar de nao ter qualquer especializaçao para o fazer.


Que diabos! Num país onde grassam os raptos dos filhos feitos pelos conjuges desavindos e em situaçao de divorcio, e que nunca mobilizaram ninguem, apesar dos muitos esforços nesse sentido

Aparece agora uma tao grande - e espontanea - adesao a uma causa que nao tem qualquer suporte legal visto que, nem mesmo existe uma adopção, ou um projecto legal de adopçao????????


Até porque o pedido de adopçao foi indeferido no tribunal de primeira instancia ha dois anos, o senhor agora condenado é que nao acatou a decisao!


Passamos a defender o fazer justiça por proprias maos à medida de cada um???????????

Juro, que isto me revolta!

(E, coisa estranha! até tenho medo de sofrer represalias, so porque tenho opiniao contraria!)"

 
At 6:24 da tarde, Anonymous Anónimo said...

É trsite e revoltante, e é o país que temos...

 
At 3:57 da tarde, Blogger Al Teza Real said...

Porque será que este tema tem "mexido" com tanta gente? Outros tantos a escrever sobre um mesmo assunto? http://reflexoesdatreta.blogspot.com/2007/01/pai-h-s-dois.html
Era muito bom que esta "revolta colectiva" fosse sinónimo de um país (mais) sensível, carinhoso e respeitador. Bom, atendendo aos dados e números que todos conhecemos, não creio que, INFELIZMENTE, seja por essas razões - apesar da amostragem ser grande -, o que me causa alguma repugna é que este mesmo povo parece ter a mórbida tentação de se "entusiasmar" em demasia pelos problemas dos outros, escondendo os seu próprios problemas. Bem sei que neste caso, a visibilidade do mesmo é muito saudável por várias razões, mas a consciência colectiva que seria necessária para mudarmos alguns hábitos (também) ético-morais e consequentemente algumas regras da nossa "socieadade", será, neste caso, assim tão real?

 
At 9:44 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Finalmente, deparei-me no outro dia com alguém que leu e interpretou as notícias como eu (já estava a ficar assustado, com a minha posição solitária!).

Segundo o tal indivíduo - perante a (sonora) indignação de três mulheres -, o pai biológico iniciou o processo de reconhecimento de paternidade aos quatro meses (não caiu nesta história cinco anos depois, de "pára-quedas"); os pais adoptivos sabiam do processo, mas trataram de limitar o convívio da criança com o familiar (o que não se trata, propriamente, de um exemplo de moralidade); o tribunal decidiu, à sua velocidade - de quase cinco anos -, atribuir a paternidade ao pai biológico, enquanto a "outra" família tratava de fugir e esconder o paradeiro da menor (a isto, chama-se sequestro); a comunicação social trata o caso de forma vergonhosa, romântica, sem objectividade ou imparcialidade (prestando um mau serviço à comunidade e, infelizmente, à já ferida justiça portuguesa).

A vítima desta confusão? A criança, é claro!

P.S.: desculpem lá estragar o movimento, mas não se trata de birra...

P.S.2: gosto, em todo este caso, posições de mentes brilhantes do direito... como por exemplo a Maria Barroso.

 
At 10:11 da tarde, Blogger Isabel Paixão said...

Pais são aqueles que estão à beira da cama quando a criança está doente, que a acalmam quando chora, que lhe mudam as fraldas, que lhe dão carinho, que a enchem de mimos e de sonhos. Pais são aqueles que arriscam a vida deles, que sofrem, que choram. Não um panasca qualquer que nunca deu sinais de vida e agora acordou e deu conta que têm material genético em comum. Sim, foi ele que a fez. É progenitor. Mas NUNCA será PAI!

 
At 7:01 da tarde, Blogger incognito said...

Concordo com quase tudo... mas a lei é para cumprir. e o tribunal ordenou que a criança fosse entregue ao pai biológico quando esta tinha 1 ano e não 4, como tem agora. Além disso não se pode entregar uma criança à família adoptiva "em mão", ainda que seja a melhor solução para a criança. Todos este processos têm trâmites legais que simplesmente não foram cumpridos. Mas se pensarmos na criança... concordo com o que foi dito no post.

 
At 11:16 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Pois, é tudo muito bonito. Mas:
1) logo que o pai soube que era o pai, no dia seguinte instaurou um pedido de regulação do poder paternal, repito NO DIA SEGUINTE
(texto integral do acórdão em http://www.inverbis.net/index.php?option=com_content&task=view&id=139&Itemid=31)
2) a família adoptiva, tão cheia de boas intenções, queria um filho, mas não se isncreveu nas listas de candidatos para adopção - tentou fazer como o belo do português: contornar as regras e fazer as coisas às travessas
3) a mãe não pode dar um filho a quem ela entende. Há trâmites. Há outros casais dispostos a adoptar e quiçá com melhores condições e melhores capacidades do que este.
4) se uma criança é roubada a uma mãe solteira numa maternidade e vai para longe ser criada por um casal amoroso que sempre sonhou ter filhos e nunca conseguiu. A criança só vem a ser encontrada 5 anos depois. E agora? Pertence à mãe que a teve e se viu privada do filho ou pertence ao casal extremosso que, coitadinhos, só querem amar?
5) há normas para se fazerem as coisas e esse casal do sr. sargento não foi minimamente correcto no seu procedimento, até desrespeitoso para com a Justiça (que todos descrêem, mas poucos honram) - Mudaram de morada constantemente e ignoraram quatro convocatórias judiciais para entregar a menina
6) Nem tudo o que a comunicação social nos impinge é tal como nos é impingido!!

 
At 10:35 da tarde, Blogger Rosebud said...

Esta situação é muito complexa. Uma coisa é certa, a criança é a grande prejudicada por decisões tomadas com leviandade por ambas as partes

 
At 4:47 da manhã, Blogger LPR said...

Eu li e ouvi as mesmas notícias e tenho uma posição que, embora incómoda, se baseia no cumprimento da Lei. É assim que vejo a minha vida, todos os dias, e é assim, estou certo, que a maioria das pessoas encara a vida.

Neste caso:

Pedir à Justiça que funcione, quando os interessados não cumprem as Leis estabelecidas?

Pedir aos Legisladores que façam "melhores" Leis, quando as que existem não são cumpridas?

Não se estará a subverter a lógica?

Se a minha mulher fugir com o meu filho de um mês e o entregar a um casal qualquer, eu, seguindo as Leis que se "pedem" para este caso, fico defendido? E se todos fizessem o mesmo? Qual era o valor do pai Biológico?

Independentemente do pai biológico ter assumido a filha como sua ou não, esse é um DIREITO que lhe assiste.

A verdade (está num link disponibilizado anteriormente, noutro comentário) é que o pai biológico teria dúvidas e quando foi OBRIGADO a desfazê-las (aqui a Lei funcionou, não foi?), assumiu a filha, perfilhando-a.

Se lhe chamam "filho da puta" e "cabrão", pensem no comportamento da senhora mãe da criança: teve relações com um homem a troco de dinheiro (posteriormente) e, a certa altura, quis resgatar a filha e foi impedida pelos pais "adoptivos". Que conclusões tiram então? É uma "puta"? Uma "vaca"? É preciso entender o contexto. O pai biológico teve a atitude que teve porque, eventualmente, tinha razões subjectivas e objectivas para o fazer. E quem as conhece, para além do próprio?

Os “pais adoptivos”, se tivessem entregue a filha quando a isso foram OBRIGADOS pelo Tribunal, a miúda, por certo, conviveria muito melhor com o "regresso" ao pai biológico.

Aliás, a terminologia "pais adoptivos" é desfasada de sentido. Eles não existem perante a Lei (que não cumpriram).

No fim, só há um pai. Só há um Direito. Num caso e no outro, não há dois.

 

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