segunda-feira, outubro 23, 2006

Será?

Eu tenho um enorme respeito e uma grande admiração pelo Miguel Sousa Tavares. Adorei o "Equador", e por tudo isso fiquei perplexo quando vi isto.
Será?

34 Comments:

At 10:48 da manhã, Anonymous Anónimo said...

BENFICA!! BENFICA!!! boa semana* jokas

 
At 11:00 da manhã, Blogger Canochinha said...

Se for verdade... É triste, bem triste. Não precisamos deste tipo de coisas.

 
At 11:31 da manhã, Blogger Monika said...

Custa-me a acreditar. Adoro a escrita do Miguel Sousa Tavares e não o acho capaz de fazer um plágio deste tamanho. Ainda por cima tão gritante!
Acho que deve haver uma explicação... e espero sinceramente que ele a dê.

 
At 11:54 da manhã, Blogger Joaquim Varela said...

Não tenho em conta o MST como um plagiador. Não que aprecie muito o senhor, mas a ser verdade, não me espanta. Já muito pouca coisa me espanta, nos dias que correm, a bem da verdade.

 
At 12:32 da tarde, Blogger ... said...

eeeehhhhhh cum catano...
Um gajo que passa a vida a dizer mal do Benfica, não tem tmpo para
a pensar por ele...Bem feito foi desmascarado!

 
At 12:32 da tarde, Blogger fantasma said...

Não li o livro e sinceramente não morro de amores pelo MST. Mas também me custa um bocado a acreditar... se bem que tenho ouvido muita gente dizer que o livro está cheio de incorrecções históricas, pelo menos... :os

 
At 12:52 da tarde, Blogger Patrícia said...

Esta não é a primeira, e não será concerteza a ultima história destas que vem a lume, e não só em Portugal. O Equador é um livro muito grande, e não são estes parágrafos que fazem a história do livro, MAS é muito triste ver que os autores não tem o minímo respeito pelos leitores porque acham que estes nunca vão dar por isto.
Será que a pressão sobre os autores é tão grande que eles nem se dão ao trabalho de escrever por palavras próprias as ideias que querem retirar de outras fontes?? Porque uma coisa deste género até podia ser uma "homenagem aos livro e aos autores "copiados"", mas teria de vir bem explicado e expresso no livro! Há autores que o fazem, mas começam primeiro que nada por explicar e deixar bem claro a sua intenção.
Este tipo de coisas, feitas assim, deixam-me no minímo muito decepcionada...

 
At 12:58 da tarde, Blogger Sara said...

O Miguel Sousa Tavares é daquele tipo de figura pública de que não gosto, nem sei explicar bem porquê, mas não gosto.
Porém, mesmo não gostando da pessoa, sempre gostei da escrita e não me parecia que ele fosse, ou precisasse, de fazer plágio. Como não conheço os livros que se afirma terem sido plagiados, não posso simplesmente acreditar sem verificar. Mas a ser verdade é chocante e "não havia necessidade".

 
At 1:04 da tarde, Blogger Beguinha said...

Já ouvi o próprio MST a responder a este tipo de achegas, numa entrevista à Maria João Avilez na Sic notícias. Mas já ouviram falar em FICÇÃO?

 
At 1:21 da tarde, Blogger Eu said...

vai-se a ver e os artigos d'a bola são ditados pelo "papa"(Eu bem q achava q aquilo era mto rancor para um homem só...)

 
At 1:46 da tarde, Blogger Minerva McGonagall said...

Já coloquei isto no meu blog... fiquei parva... será verdade???

 
At 2:16 da tarde, Blogger Sir said...

O MST é um gajo com quem eu concordo em quase tudo, menos quando fala de futebol. Tenho de ler o equador.

 
At 2:21 da tarde, Blogger BlueAngel said...

Ehhhhh pááááááááááá, não quero acreditar que seja verdade. Adorei o "Equador" e gostei de outros livros que li do MST. Mas "apaixonei-me" pela personagem do Luís Bernardo à "primeira leitura". :-) Espero que haja uma boa explicação para isto e que o própio Miguel a venha dar ou exerça o seu direito de resposta. É que se for verdade é um mito que cai por terra. Como tu dizes Pedro: será? I´m shocked!

 
At 3:15 da tarde, Blogger qualromaqualq said...

que desilusão! que escandalo!

 
At 3:29 da tarde, Blogger Rosa said...

Já tudo foi escrito. O que nos resta são variações sobre o mesmo tema, interpretações próprias das "pólvoras" que outros inventaram.
Estou a falar de cor, porque não conheço a obra a que este texto se refere, mas três ou quatro parágrafos não fazem, de todo, um livro. E o Equador é uma história muito bem escrita, mesmo com as imprecisões históricas que contém.

 
At 6:09 da tarde, Blogger K said...

Txiiii... com essa é k não contava, bem sendo assim vou mas é lêr o novo livro de José Rodrigues dos Santos k se xama "A Fórmula de Dan Brown".

 
At 6:20 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Li o este post esta manhã e já li o outro também.
Far-me-á muita confusão se um dia ler esses livros e verificar que há realmente plágio.
Mas confesso que o que neste momento me faz confusão é esta denúncia aparecer feita num blog completamente anónimo. Nem sabemos de que país é a pessoa que o escreve, se é homem ou mulher...nada. Foi um blog construido para isto.
será que tem razão? Não sei. Vou procurar os outros livros, na versão original e vou ler tudo. Se forem tão bons qto o "equador valem a pena". Se notar que é plágio, vou ficar triste, porque não acho digno o roubo de nada, nem de ideias.
Mas isso não vai fazer com que deixe de achar que o equador é um dos livros mais bonitos que já se escreveram em Português, sobre Portugal.
Neste momento, acho isto tudo muito estranho, e acima de tudo muito cobarde.

 
At 6:50 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Não quero acreditar nisto...
Não parece nada dele...

 
At 6:51 da tarde, Blogger Pretazeta said...

esse sr tem cara de mafioso, mas até gosto de o ler.

A serie que vao fazer com o livro?!!

mas né o fim do mundo...
o fim do mundo é isto: http://video.google.ca/videoplay?docid=5923059109786875447&q=end%20of%

 
At 7:31 da tarde, Blogger Sonhadora said...

Estou mesmo perplexa....
Não tenho nem nunca tive grande opinião nem boa nem má do senhor, mas sei que ele não precisava de plagiar ninguém, pois tem uma optima escrita e um à-vontade enorme em desenvolver assunto...
Mas realmente pelo que li nem sequer foi plágio, segundo o autor do blog, foi pura tradução

 
At 7:43 da tarde, Blogger  said...

até a mim já me acusaram de plágio no meu blog, numa situação completamente rídicula!

Outra questão, Pedro, a tu atenção, por favor! Faço parte do jornal da minha faculddae e gostavamos de te contactar para escreveres uma pequena crónica ou uma simples (!?) piada ribeirinha. Enfim, gostavamos de poder contar ctg até para uma entrevista! Tens e-mail? Se leres isto, responde (muito por favor!) para: nadia.torquato@portugalmail.pt

Muito obrigada! E q o MST não seja plagiadooooor! Beijos

 
At 9:12 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Não pode ser... Espero que não. Vou investigar, para ter a certeza.

 
At 11:01 da tarde, Blogger Dr. Adolfo Dias said...

Não sei se é verdade mas devia ser. So para esse palhaço se calar. Esta toda a gente farta da mania da superioridade que esse palhaço tem. Amanha vai ser interessante ver o jornal da TVI e ouvir o que o palhaço tem a dizer. Ou então não vai aparecer porque vai à caça as perdizes como é habito.

 
At 11:03 da tarde, Blogger famelzundapp said...

acho estranho é o Marcelo Rebelo de Sousa não ter dado por nada. O homem lê tanta coisa...

 
At 11:53 da tarde, Anonymous Anónimo said...

No caso de ser verdade já ~´e o segundo em pouco tempo mas se no caso da primeira era descarado agora aqui não sei porque não conheço a outra obra nem o autor.

 
At 1:25 da manhã, Blogger VFernandes said...

Tb admiro MST, pode haver plagio ou uma nao propositada insercao de ideias o expressoes de algo que ele tera lido. Mas espectacular e esta carta que copiei de um blog (so nao me lembro qual, sorry):

São Tomé, 22 de Junho de 2004

Ex.mo Sr.

Quando passeava no meio de tantos livros, em boa hora trazidos de Portugal pelo Instituto do Livro e das Bibliotecas para mais um feira de livro da lusofonia na minha São Tomé, vi um que me chamou imediatamente a atenção. Chamava-se – chama-se – Equador, e foi escrito ao longo de alguns anos – sei-o agora – depois de muita e aturada pesquisa. Digo-lhe o que me chamou a atenção: aquele magnífico postal de São Tomé antigo que ilustra a capa. Não é todos os dias – pelo menos aqui – que a nossa terra é motivo de tramas romanescas.
Comprei-o então e levei-o para minha casa, aqui na cidade que dá nome às ilhas. E li. Como não, quando as palavras flúem a um ritmo que traz a leitura em cada sílaba, como se soubesse o autor do livro a nossa respiração – a nossa, de cada leitor – e a tivesse brilhantemente transposto para o papel?
Li e reli, dir-lhe-ei. Numa tarde e numa noite sem que o sono chegasse tal a história que conta quem o escreveu e o que com ela eu possa ter a ver. Li e reli no dia seguinte, quase sem interrupções como se uma febre se tivesse instalado em meus olhos.
Mas escrevo-lhe porquê, perguntará? Para lhe dar conta da minha febre, de como gostei do livro, de como a leitura é veículo para o sonho e para outras realidades? Não. Isso já saberá. Escrevo-lhe porque a ficção é tantas vezes verdade, da mesma forma que a verdade parece ser tantas vezes ficção.

Permita-me então uma apresentação: chamo-me Gabriel e sou sãotomense. Nasci nestas ilhas há pouco mais de sessenta anos, por cá estudei, por cá trabalho numa dependência do Estado, aguardando a reforma que parece tardar em chegar. Mas não interessará o que sou mas antes de quem vim.
A minha mãe chamava-se Mary e chegou aqui há quase cem anos nos braços de outra mulher. Nasceu inglesa num território ainda português, quase como eu nasci sãotomense num mesmo território. Saberá como a nacionalidade de cada um nos é mais dada pelas circunstâncias do que pelo local onde choramos pela primeira vez. Eu, sendo português, nascido na colónia, sei-me mais sãotomense. Minha mãe, portuguesa também de nascimento, sabia-se inglesa pela linhagem materna que a tinha criado.
Mas que me interessará esta história genealógica, poderá perguntar-se. Interessar-lhe-á se lhe disser o nome de minha avó: Ann Rhys-More.
Ela saiu de São Tomé em 1908 para Ceilão com David Jameson. Imagino o seu olhar no HMS Sovereign of the Seas, perscrutando pela última vez – julgava – as duas ilhas e imaginando um novo destino depois da tragédia. Não saberia essa mulher, minha querida avó, a tragédia que a esperava depois.
Como se pode ler no Equador, se não podia David dar descendência ao instinto maternal de Ann, então como poderia explicar a barriga que crescia ao longo dos meses que se seguiram à partida para Ceilão? Da maneira mais simples e mais querida – como um milagre. Não estávamos em 2005, era o início do século XX, e a ciência era tão falível quanto Deus parecia ter um papel bem mais importante nas vidas dos nossos ascendentes. E foi assim, que David protegeu aquele feto como se Deus lhe tivesse permitido a felicidade. Imagino também os sorrisos dos jovens pais, a dádiva que, depois de tanta provação aqui em São Tomé, lhes tinha sido oferecida.
Mas não. A criança nasceu com o nome escolhido de Mary ou Louis – em honra a um amigo de São Tomé –, assim o escolhesse quem a deixou conceber, fosse ela menina ou menino. Mas nasceu diferente, não era da gestação que a cor escura se mantinha, não era o roxo da falta do primeiro oxigénio. Era o escuro dos trópicos marcados na tez e no corpo daquela menina.
Ann foi obrigada, sob ameaça de morte por parte de David, a vir para São Tomé. Era socialmente um pai, já. E a vergonha foi muita para este novo funcionário do Império Britânico na dita Ceilão. Contou-me isso mesmo minha mãe, como um segredo, antes de morrer: veio no mesmo barco que a tinha levado, olhar para Gabriel mais uma vez, esse que cá tinha ficado, esse sim meu avô. E aqui ficou a viver numa roça que lhe deu guarida – aquela mesma que também já a mesma guarida tinha dado a Luís Bernardo – criando Mary e deitada ao destino que os pecados da carne tinham imposto.

Ex.mo Sr. Escritor Miguel Sousa Tavares, espero um dia poder contar-lhe melhor essa história que, decerto sem ter disso dado conta, ficcionou com tanta verdade. Saiba-me admirador e seu

Gabriel

 
At 1:37 da manhã, Blogger Rui Maia said...

Eu quero acreditar que foi uma partida que o sub-consciente lhe pregou...
Mas bom bom era que tirassem a sua rubrica semanal do meu jornal desportivo que nao vou dizer que é a "A Bola"...
Nao é nada pessoal é mesmo só por ele ser portista cego...só isso...

 
At 8:33 da manhã, Blogger T-Rex said...

Coincidências?

Talvez.

Também gosto de acreditar que na noite de 24 para 25 de Dezembro o Pai Natal desce pela chaminé...

Vedeta ou Marreta ?

 
At 10:50 da manhã, Blogger Quicocas said...

Infelizmente não seria a primeira vez que isso acontecia... Mas a ser verdade, é muito triste.
Beijinhos!!!

 
At 12:24 da tarde, Blogger FMSG said...

Então mas o homem não é inocente até provar-se culpado? Ele diz que agora é só no tribunal e à marretada; eu acho bem, até que enfim um pouco de violência no mundo dos livros em Portugal! :) (brincadeirinha!)

O Outro Lado da Lua

 
At 5:14 da tarde, Blogger Rita said...

Eu vi o blogue ainda antes de a notícia sair no 24 horas. E não há outra maneira de perceber se há verdade nisto a não ser comprando o livro alegadamente plagiado e comparar.

Sinceramente, não ponho as mãos no fogo por ninguém, mas parece-me no mínimo estranho que uma obra tão extensa necessitasse de copiar alguns parágrafos que de modo algum são de valor literário tão intenso como isso.

Mas por outro lado.... assim talvez ninguém desse conta.

Não sei. Só vendo mesmo.

 
At 4:17 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Acho muito triste toda esta história. Não me parece de bom tom atirar a pedra e esconder a mão, que é o que significa escrever este artigo a partir do anonimato de um blog.
Quer se goste ou não, até ao momento o Sr. MST tem uma face a defender. E os boatos não são bonitos.

 
At 5:51 da tarde, Blogger guilherme said...

A resposta as vossas duvidas esta no expresso deste fds;)

 
At 4:35 da tarde, Blogger Delicious said...

Se ficaram espantados com isso... Vejam então o novo episódio de MST em


http://freedomtospeak123.blogspot.com/

 

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