segunda-feira, setembro 24, 2007

Walk On.

Em 1988, pelo menos 3 mil civis foram mortos, nas manifestações a favor da instauração de reformas democráticas, em Myanmar (antiga Birmânia). A Birmânia é um dos países mais pobres do mundo, apesar de muito rico em recursos naturais, a começar pelo Gás Natural.
Hoje, após anos sem aparecer em público, a prémio nobel da paz, Aung San Suu Kyi, surgiu à sua janela, saudando os milhares de monges budistas que decidiram protestar pacificamente contra a Junta MIlitar que governa o país, e que é suportada sobretudo pela China.
Um regime que governa com mão de ferro este país há já 45 anos.
Kuy, agora com 62 anos, esteve presa durante 11 dos últimos 18 anos e é o rosto da resistência neste país. A canção “Walk on”, dos U2, é-lhe dedicada.
Um pouco por todo o país, dezenas de milhar de monges saem ás ruas, enchendo-as com um protesto silencioso que pede democracia e liberdade. O aumento do preço dos combustíveis e dos transportes fez disparar o gatilho dos protestos para níveis nunca antes vistos.
Durante muitos anos a comunidade internacional desviou o olhar, mas agora que os militares ponderam esmagar estas manifestações, uma coisa é certa: assassinar monges budistas à escala de milhares não poderá deixar de ser noticía em todo o mundo.
Espero que não seja esse o preço a pagar pelo povo deste país asiático, no caminho para a liberdade.

6 Comments:

At 11:24 da tarde, Blogger Pedro Aniceto said...

Amen! Vou, à boleia do teu post. Desculpa, mas é merecido. Abraço

 
At 12:46 da manhã, Blogger Egoricardo said...

Esperemos que, tal como em Portugal, possamos assistir a uma revolução pacifica... Enfim, ja é tempo disso!
Para bem do proprio povo...

 
At 11:31 da manhã, Blogger Me.... said...

Um povo com aqueles ideias e a visão que têm da vida merecem ser tratados com o respeito devido... n debaixo duma ditadura que ja n lembra a ninguem!
Que atinjam a plenitude desejada com a tranquilidade merecida...

 
At 11:41 da manhã, Blogger nuno said...

é triste, ver que avançamos tanto em tecnologia, mas somos tão atrasados em mentalidades...

 
At 2:04 da tarde, Blogger Maracujá said...

É realmente triste.
Mas tambem é hora de fazermos alguma coisa.
Temos de chamar a atenção para este problema. Temos a obrigação de não o deixar cair em esquecimento, como a todas as notícias do telejornal.

Obrigada, Pedro, pela parte que tomaste nesse processo quase imperceptível de luta contra ditaduras e crimes hediondos que acontecem na nossa aldeia global.

Eu espero fazer o mesmo quando discuto estes assuntos com os meus alunos, com os meus amigos, com a minha família.

Não deixa de ser triste que o número de comentário reflicta a postura da maioria das pessoas sobre este assunto: a indiferença.

 
At 12:30 da tarde, Blogger Mãe da Rita said...

Há um livro muito interessante sobre este assunto, Um Lugar sem Nome, de Amy Tan. Apesar de ser romance, alerta-nos, de uma forma gradual, para os efeitos da ditadura na actual Birmânia sobre o povo.

 

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