segunda-feira, outubro 30, 2006

(...)

Quando a semana começa, um murro no estomago.
Esta manhã veio a notícia de que o pai de uma colega da minha filha morreu. Embolía.
Fiquei em estado de choque. Não por ser próximo da pessoa, conhecia-o só de vista, cumprimentavamo-nos quando nos encontravamos na escola, e fomos da mesma equipa uma vez, num dia do Pai. A noticia deixou-me estarrecido sobretudo pela míuda, que é linda e que é quem vai sentir mais a falta dele. Pela vida fora. Penso também na mulher dele que deve estar absolutamente devastada.
Sento-me a pensar que sentido tem a vida , de facto. Sinto-a tão injusta quando uma tragédia destas acontece que fico sem reacção. Provavelmente o meu abalo é aumentado pela projecção que faço de uma tragédia assim na minha vida e de como seria...um inferno.
E também porque é realmente assustadora a ideia de que acontece cada vez mais vezes este tipo de coisa: uma pessoa ainda nova, sem problemas de saúde que se saiba, de repente cai para o lado, the end.
E é tudo.

21 Comments:

At 10:42 da manhã, Blogger Patrícia said...

Ler este texto pela manhã, é devastador. Não sei que te diga. Assustador é pouco.

 
At 10:44 da manhã, Blogger Šonђo Ažu£ said...

Penso exactamente o mesmo.
De um segundo para o outro a história termina sem espaço para mais uma única palavra!
Por vezes ficamos perplexos, quando estamos algum tempo sem dizer, àqueles que somos próximos, o quanto os amamos e a importância que têm para nós!

E é por isso que temos de fazer com que cada dia conte, ou melhor, cada segundo, porque de um para o outro, chega o Fim!

Grande beijo

 
At 11:01 da manhã, Blogger Tuche said...

Bom dia Pedro, bom eu vinha cá para falar dos "Pequenos Vagabundos" que fizeram a minha alegria na infância, mas penso que o momento agora para falar disto não é o mais adequado.

Deixo um beijo :)

 
At 11:10 da manhã, Blogger Joaquim Varela said...

Eu só gostaria de dizer uma coisa:

Este tipo de coisas não acontece cada vez mais. Este tipo de coisas sempre aconteceu e sempre irá acontecer. O que custa verdadeiramente é, por vezes, a injustiça que elas encerram. Já passei por uma situação similar no meu circulo familiar próximo e é coisa para deixar uma pessoa a pensar 1001 coisas. Mas definitivamente não me parece que seja algo que decorre dos nossos tempos.

Por alguma razão existem lugares comuns como:

-Para morrer basta estar vivo;
-Um tipo vai muito bem na rua e leva com um piano em cima da cabeça;
-Um tipo não pode andar descansado da vida;
-Custa mas é a viding;
-etc, etc.

 
At 11:53 da manhã, Blogger Margarida a Flor said...

São coisas que acontecem todos os dias mas... é como se de repente acordássemos para a vida. Só é pena que uma criança tão pequena tenha que passar por isto tudo pois apesar de pensarmos que são novos e depois passa, mas não é bem assim... as memórias ficam para sempre!!! E é muito mau ficar sem um pai ou mãe... eu sei...

Beijos Pedro

 
At 1:01 da tarde, Blogger Andreia said...

De um dia para o outro, já não haverá um novo dia. De um dia para o outro um ponto final numa frase que se queria sem fim. De um dia para o outro tudo o que se queria ter dito/feito e não se disse e não se fez e já nada há a fazer. Por um lado, ainda bem que não temos esta noção no dia-a-dia, por outro, se a tivéssemos talvez aproveitássemos a nossa vida muito melhor. Talvez não perdêssemos tempo com coisas sem importância. De um dia para o outro essa menina deixou de poder ver alguém que amará para sempre. É duro. É injusto. É mesmo assim...

 
At 1:50 da tarde, Blogger Cruxe said...

A vida é curta... e parece que cada vez vai sendo mais curta (não pela duração mas pelo que fazemos dela).

Claro que sempre morreu gente nova... e claro que custa "mais" a morte de alguém "novo" do que de alguém que já viveu a sua vida.

Mais custa quando paramos para pensar e vemos morrer pessoas da nossa idade... isso sim... faz-nos pensar bastante.

 
At 2:40 da tarde, Blogger BlueAngel said...

Na semana passada li um post semelhante num outro blog. Um pai que morreu e deixou uma criança pequena. O meu comentário é semelhante ao que deixei lá: Há oito anos o meu primo tinha dois anos. há oito anos o meu tio morreu, assim de repente sem qualquer aviso prévio. Injusto? Muito! Um homem que esperou 50 anos para ser pai e de repente desaparece é das maiores injustiças que pode haver. Amava a vida, amava o filho e a família que estava a constituir. Nós ainda o amamos e muito. Mas todos os dias me lembro que a vida é tão curta e é tudo tão relativo que o melhor é aproveitarmos cada momento com aqueles que amamos ao máximo e sem grandes problemas. Estas situações sempre existiram, acho q estamos mais atentos a elas hoje em dia. É uma dor grande e permite-nos passar tudo pela cabeça, mas o mais importante é não esquecermos os nossos e aproveitá-los ao máximo. Porque, infelizmente, nunca se sabe...

 
At 2:50 da tarde, Blogger fantasma said...

Bolas.... :'(

 
At 7:33 da tarde, Blogger Sir said...

Eu sei o que isso é. É a vida.

 
At 8:35 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Conheço um caso idêntico (não muito próximo também). É assustador, é cruel, sobretudo não é justo.

 
At 9:43 da tarde, Blogger MS said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

 
At 9:48 da tarde, Blogger _Morgaine_ said...

=( Há uns meses conheci um caso parecido...é horrível...não é justo e não devia acontecer, principalmente quando há crianças que ficam afectadas desta maneira... Mas acontece e o único remédio é mesmo lidar com isso da melhor maneira que conseguirmos... =(
*******

 
At 10:30 da tarde, Blogger binladenparte2 said...

Como diz a Patricia, ler este texto(no meu caso, no princípio da noite, é devastador.
Mas como diria o Freddy Mercury
« Show must go on»
Hasta la vista
Bin Laden parte2

PS: como ando a ver os post's de cima para baixo, BOA VIAGEM!!!

 
At 12:15 da manhã, Blogger  said...

por acaso esse senhor não trabalhava na TAP, não? pq na 6ª feira faleceu lá um senhor, ainda novo, com uma filhota de 6 anos. Morreu, assim, do nada. E os colegas (entre eles um grande amigo meu) assistiram a tudo. Do nada, caiu redondo no chão. Horrível e só nos lembramos dos clichés irritantes acerca da efemeridade da vida.

Beijo,

 
At 2:47 da manhã, Blogger Tino_de_Rans said...

Hoje tomei conhecimento de uma de 22 anos que morreu pela mesma razão...dá que pensar.

 
At 2:57 da manhã, Blogger entrededos said...

Neste preciso momento em que pressiono as teclas, alguém no mundo pressiona o peito de alguém na tentativa de o aguentar cá...

e quando clik "login and Publish" o controle da mensagem que escreve escapa-me das mãos tal como a vida de quem tenta se cá manter.

Admiração que tenho por ti faz-me sentir que estou contigo ...

 
At 10:20 da manhã, Blogger Rita said...

Por muito que se fale, que se escreva, nunca ninguém saberá lidar com a morte. Esteja ela longe ou perto de nós.
Beijo da mana

 
At 2:43 da tarde, Blogger Pedro Malaquias said...

Penso muitas vezes neste assunto... é, de facto, assustador.

 
At 6:19 da tarde, Blogger Pedro F. Ferreira said...

Não, meu caro Pedro, não. Não é "tudo". Há muito mais.
Um grande abraço.

 
At 2:31 da tarde, Blogger Catarina said...

Cruel. Muito. A vida também sabe sê-lo. Demasiadas vezes.

 

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